terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Em ser e estar...onde estamos?!

Em algum lugar:

Alguém dorme tranquilo
Alguém morde um mamilo
Alguém toca caixilho
Alguém parou demente
Alguém perdeu um dente ou um ente 
Alguém beijou 
Alguém partiu e não voltou
Alguém está deitado
Alguém está apaixonado
Alguém ficou desanimado

Em algum lugar:

Alguém esta casado
Alguém está cansado
Alguém está novamente apaixonado
Alguém está morrendo
Alguém está gemendo
Alguém está tremendo
Alguém está felizmente nascendo

Em algum lugar:

Alguém está dando a mão 
Alguém está dizendo sim
Alguém está arrependido
Alguém está sumido
Alguém está dolorido

Em algum lugar nada faz sentido, nem senti em faze-lo, só é ... e vai sendo.

F.G.C


domingo, 5 de abril de 2015

Habitando nesta história

Criando sentido para o tempo, com tão pouco e nua!
Começos e recomeços sucessivos.
E quando a vista fica turva e a exaustão faz morada no corpo esfalecelado
em luta cotidiana
Aonde buscar o norte para reescrever a resenha de vida interior
Fazer o bem
Querer o bem
Me sentir bem

Questões tao perturbadoras e íntimas
Não me afastar da verdade
Discernimento para escolher minhas batalhas
As batalhas que não escolhi estar
E defender e sobreviver
Principalmente quando tudo parecer errado
Qual será a história que irei contar?!

F.G.C

terça-feira, 24 de março de 2015

Sendo



Porque só na poesia não é preciso fazer sentido
Basta que toque a alma insana
Basta que revire teorias metódicamente organizadas de vida
Basta que seja avalanche de emoção

Basta ser

Letra, preto no branco

Registro de momento

Anseio, dúvida, crença, verdade

Basta ser de coração

F.G.C






domingo, 22 de março de 2015

Pensar acerca da vida em âmbito de compreensão

Ainda que as verdades não sejam duradouras, pois acredito nelas enquanto estão sendo e na beleza da sua mudança de forma, estado e lugar, mas que sejam sentidas em sua totalidade, profundidade e fervor!
Ainda que avida nos leve por caminhos tortuosos de paissagens graniticas , acinzentadas de escolhas torpes e menos belas!
Ainda assim acredito na infinidade dos dias, nas possibilidades cotidianas, na legitimidade das pequenas alegrias despropositadas!
Ainda acreditarei mesmo num caminhar tropego nos corações que tem ânsia de vida, ânsia de entendimento, ânsia de viver e querer e querer!
Me condiciono a pensamentos de vida, de conduta, de eleições em carácter de importância, sem padrões pois sou única e não posso ser padronizada!
Busco liberdade de alma, de preconceitos, de ditaduras sociais, não apenas por idealismo e sim por sobrevivência!
A chance de ser feliz, de viver a intensidade dos dias, de ser melhor para mim e para o mundo que me cerca, de me conhecer e me reconhecer acontece neste minuto! 

Ta acontecendo agora, acontece o tempo todo!

F.G.C

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Uma saída ou uma entrada?!




Passado o tempo do desacreditamento
Há ânsia de vida se multiplicando
Deixar surgir, pagar para ver, querer e querer
O crepitar das partículas alastrando o queimar
E o que poderá impedir a chama de um novo existir

(Nadinha mesmo)

F.G.C

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Para mentalizar



''Ao final, passei a crer que: se você tiver coragem de deixar tudo o que é familiar e conhecido, desde a sua casa até antigos ressentimentos, para partir numa jornada em busca da verdade interna ou externa e se dispuser a encarar tudo o que lhe acontecer como uma pista e aceitar todos que cruzarem seu caminho como um mestre e se estiver preparado, acima de tudo para aceitar e perdoar realidades duras sobre si mesma, então, a verdade não lhe será negada. 

Comer, Rezar e Amar

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Sobre ver e sentir

Um dia eu vi um moço
E dele quase nada sei
Só sei que vi este moço
E era um moço tão lindo de se ver...

(E bota lindo nisso...)

sábado, 26 de abril de 2014

Eixo, roda e movimento...






Da raíz de todas as reflexões, das mais profundas ao pires
invariavelmente ao pé do todo dilata-se
 em rusgas ou em alegrias mundanas,
 em sombra de qualquer alguém indistintamente,
 o âmago de todo os questionamentos
intrínseco da alma humana 
núcleo inegável
Na veia horta da vida acoplado ao ser e estar o AMOR!

Perpetuo na existência 

F.G.C

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Pode entrar






Quando entrar aqui saiba que a casa é simples,
A vida se ergue como paredes em construção,
Não existem ilusões, nem falsas promessas,
O cotidiano é duro mas real,
O Amor é legítimo,
Aqui tudo é feito de coração!

(coração aberto)

F.G.C

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Não é o meio, é ponto de partida!






Do Amor se diz:
que é chama
que é paixão
que é namorar
que é beijos intermináveis
que é amizade
que é casamento
que é filhos
que é compromisso
que é sexo
que é infinito

Do Amor digo:
que é o que fica, é sobra, quando tudo antes dito se vai.

O Amor não é ventania, é brisa.
O Amor não é o certo, é falha.
O Amor não é o barco, é o porto.
O Amor não é querer, é bem querer.
O Amor é o companheiro que mesmo depois do fervor nunca se vai!

(nem se esvai)


F.G.C

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

tijolo por tijolo em um desenho dislógico





Em todo tipo de construção sempre há um trabalho cansativo, continuo e infinito.
Quando é finito provavelmente já instaurou o dia e hora para ruir.
Das coisas que acreditamos duradouras e permanentes olhe bem ao fundo e lá está 
a ordem da constante manutenção!

Por vezes é um constatar tarde e dolorido...

F.G.C

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

De um triste pensar, de um lamentável sentir.




Para cá desta janela chove
Hoje dou conta que nada valeu, trabalho de vida inteira.
A linha contínua não existe, o que existe é desvalor!
Quando lhe disserem pense mais em você,
 lembre-se que eu lhe digo pense só em você,
 a vida é um coletivo sempre lotado se você não abrir caminho
 á empurrões e pontapés não te deixa entrar!

F.G.C

Totalmente desnecessário.



Achei que agora ia ser diferente,
mas em outro tempo, em outra hora, em outro lugar
o mundo me olha e diz:
 NÃO!

F.G.C

O fundo dos dias




Lá onde vivo a era glacial da alma,
atravessando dias a pequenos passos trôpegos,
aperto o laço com a vida, tal qual uma criança que aprende amarrar os sapatos,
e fundo o eco contínuo de minha alma daquela profunda tristeza convoca:
Vêm passear comigo!

F.G.C

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Ninguém podia entrar nela não pois nesta casa não tinha

Eu que sempre tive palavras para o mundo não encontro uma única mim mesma agora!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

E não nos deixe cair em desatenção! Amém...




Passam dias, passam horas num compasso, em rotina ou cretina!?
Deixe não que me esqueça por conta das eminências,
de minha estima, dos efeitos, defeitos inseparáveis de um belo passar.
De doce sentir, eis que convoco vida errante, vívida e falante!
E se tudo for diferente dos meus credos, vou fiar-me nas palavras,
as palavras aquelas que nos perpetuam e por vezes salvam!!
Aquelas de amor em formas múltiplas!

Lá onde o sorriso se funde com o azul de dias mais que felizes!


F.G.C

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Acontece, sempre aconteceu...toca um som.





Exercitando a pouca certeza da vida, cada vez que acordo tudo mudou!
Dos olhos que já são transmutação de alguns rolos de filme contínuo arquivado em HD genético!
Entre conciência e desatinos o caminho me parece por vezes um tanto mais suave!
F.G.C

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Das entregas da vida




No interior da máquina, faz morada com o tic tac 
do relógio de pulsos decimais aquele "q" de desespero!
Desespero de amor, que nos agarra pelos calcanhares, coisa de tempo, de vida inteira.
Depois do Amor viva-se pura entrega em sucessiva felicidade obscena.
Deve-se, pode-se e é de direito adquirido, concedido e garantido, legítimo como só!
Lá da onde eu venho se bebe sonhos e não se conhece prudência.


(Nem jurisprudência, de modo algum.)
F.G.C

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Epifanias Cotidianas





Da-lhe vida em movimento retilíneo um tanto quanto uniforme 
 para cabeças acostumadas a avessos.

Da-lhe eu em meio a terremotos ainda me comovendo com quase tudo!

E a gente prestigia e ainda chora um mundo tão rude.

F.G.C

segunda-feira, 3 de setembro de 2012